segunda-feira, 25 de maio de 2015

Estado e Cidade de São Paulo


      A Cidade de São Paulo

      A cidade de São Paulo tem uma gama infinita de opções. Por isso, o Viajando com Puny apresenta este índice, para agrupar as atrações a medida que forem sendo postadas aqui no blog. As postagens estão agrupadas por ordem cronológica, das mais recente para as mais antigas.

      O Estado de São Paulo








    Birdwatching em Urupema, SC

    Pela Serra Catarinense

    Por: Lúcia Rogers

    Fotos foram gentilmente cedidas por Lúcia Rogers e equipe

    
    Papagaios-charão: objetivo principal da viagem
         O objetivo principal da viagem era observar o espetáculo dos bandos de papagaio-charão, que, todos os anos, nesta época, (maio, junho) se dirigem a Urupema, para se deliciarem com os pinhões das abundantes araucárias da região.

         Em voo direto, Rio – Floripa, desembarcamos por volta das 10 horas e  partimos para a  locadora de automóveis escolhida após minuciosas pesquisas na Internet: a TOPO. Tinha boas referências e ótimos preços, mas ninguém já ouvira falar dela e, por isso, estávamos um pouco apreensivos. Havíamos reservado um Doblo, da Fiat, que, pelos nossos cálculos, seria perfeito para os cinco aventureiros mais as suas tralhas, que não eram poucas! A locadora não desapontou, e, para nossa surpresa, ao invés do Doblo, recebemos um Spin 2014, confortável e espaçoso. Mesmo assim, colocar a bagagem no porta-malas foi um desafio! É que, como   Urupema tem  a fama de cidade mais fria do Brasil, o pessoal se preparou para enfrentar o Polo Norte e as malas ficaram bem gorduchas! Felizmente, graças ao talento da Isabel para resolver quebra-cabeças, tudo foi bem acomodado. E aí... surpresa maior: câmbio automático!!! Alessandro, escolhido o motorista oficial da excursão, nunca tinha dirigido um assim! Cadê o pedal da esquerda? Cadê a marcha? Foi preciso apelar para o funcionário da locadora para algumas rápidas instruções, depois do   que o Alessandro achou que seria “facinho”! Bem, de começo não foi tão “facinho” assim! E a mulherada palpitando o tempo todo! Se o Alessandro não tivesse tido uma paciência de Jó, teria parado e amordaçado a todas nós!!!
    Morro da Igreja  - Urubici, SC

            Finalmente, parada para o almoço no Mério's Country Bar e Restaurante, que tinha um aspecto agradável, em Rancho Queimado, na estrada. Acertamos em cheio: comida deliciosa e, melhor ainda, barata!!! Saindo do restaurante, ainda tivemos a surpresa e alegria de ver a primeira gralha-azul e com um pinhão no bico! Alvoroço geral e tentativas frustradas de fotografar. Mas valeu o “avistamento”!

          Depois de mais uma rápida parada para um cafezinho, chegamos a Urupema, lá pelas 5 horas. Uma cidade encantadora! Minúscula! Município com 2.500 habitantes, a maioria morando na zona rural.  Muitas casas de madeira pintadas de cores pastel: amarelas, azuis, cor-de-rosa, lilases,  sem grades, sem cercas e com jardins muito floridos. A pracinha bem cuidada, florida também, e a igrejinha pitoresca. Mas ainda não era esse o nosso destino. A Eco Pousada Rio dos Touros, onde iríamos nos hospedar, fica fora do perímetro urbano. Lá chegamos, alguns minutos depois, e fomos super bem recebidos pelos proprietários, Rose e Fernando e pelo filho do casal, o esperto Guilherme, de 7anos.

    Pôr do sol  de tirar o fôlego
        A natureza nos recepcionou, também, com um espetáculo deslumbrante: um pôr de sol de tirar o fôlego! As araucárias escuras recortadas contra um céu incrivelmente avermelhado!

          Caindo a noite, fomos fazer uma “corujada”, guiados pelo Fernando, dono da Pousada. Um breu total! Todos com as lanternas apagadas para não afugentar a coruja que vocalizava, ali perto. A certa altura, e numa parte íngreme do caminho, o Fernando resolveu pegar um atalho pelo meio do mato. De repente, cadê a Lúcia??? Caiu num buraco de tatu!!! Feito o resgate,  seguimos às cegas. Osso duro de roer, caminhar pelo meio do mato, na escuridão total! Mas a coruja merecia! Era uma corujinha-do-sul,  para nós,  novidade e raridade absolutas! Não podíamos perder! E, finalmente, lá estava ela, posando tranquila para nós. Teve os seus 15 minutos de fama! Fotografada , examinada com  binóculos e muitíssimo elogiada.  Finalmente, se cansou de nosso Voyeurismo e procurou  um canto mais sossegado.

         Após tantos esforços, num frio de 8 graus, esperamos o jantar de truta,  comendo pinhão assado  e bebendo vinho. Depois? Pra caminha, que ninguém é de ferro! Alessandro, Isabel e Andiara em quartos individuais e Angélica e eu dividindo um quarto.

    
    Fonte: escolapiauirs.blogspot
         No dia seguinte, nós duas levamos um “puxão-de-orelha”: é que a pousada tem as paredes finas,
    de madeira. E ninguém conseguiu dormir enquanto não paramos de tagarelar e dar risadas. Felizmente, éramos os únicos hóspedes!

        Após delicioso café-da-manhã, com direito a interrupções frequentes para apreciar e fotografar a passarinhada que aparecia bem em frente à janela (cada um mais lindo que o outro) encontramos o guia que havíamos contratado, o Rafael. Aí, tivemos que nos dividir : Angélica e eu, no carro do  Rafael e Andiara, Isabel e Alessandro, no nosso carro. E um rádio, com o qual nos comunicávamos, de um carro para o outro: “gavião à esquerda, na árvore seca. Câmbio” ; “bando de canários-do- brejo, à direita!” “Vamos parar”. ”Positivo e operante!” Luxo total!

        Mais ou menos às 2 horas, resolvemos almoçar e partimos para Urupema em busca de um restaurante. O primeiro que localizamos, estava fechado. Aí nos informaram que, na cidade, só havia mais um, que, para nossa surpresa, também estava fechado. Os restaurantes, por lá, só funcionam até a 1 hora!  Esse último, por sorte, tinha uma porta de vidro e, como vimos uma senhora lá dentro, resolvemos bater e “mendigar” algo para comer. Compadecida de nossas caras de fome, ela gentilmente, reabriu o Restaurante Santana , pelo que lhe seremos eternamente gratos. Comida deliciosa e, mais uma vez, barata!  Parece que por lá se come com pouco dinheiro!
    Curicaca - Theristicus Caudatus
        Passarinhamos, ainda, pelo resto da tarde e visitamos, também, uma famosa cachoeira que congela, no auge do inverno. Durante todo o tempo, víamos bandos enormes de papagaio-charão, cruzando o céu, ora mais baixo, ora mais alto, e sempre numa gritaria ensurdecedora. Mas queríamos, mesmo, ver um bando descendo sobre as araucárias, para comer os pinhões!

       À noite, já havíamos nos informado de que o Restaurante Santana estaria aberto, não para jantar, mas para um lanche e lá comparecemos. Na volta para a Pousada, o Alessandro resolveu fazer um tour pela cidadezinha e acabou entrando numa rua de pedestres, toda em curvas, e sem saída.  Teve que voltar, numa complicadíssima marcha à ré, mais uma vez com a mulherada opinando sem parar! Aff!

        O interessante é que era noite sábado, e não se via uma viva alma nas ruas. Parecia uma cidade fantasma, ainda mais com a névoa envolvendo tudo. Não olhamos o termômetro, mas estava bem frio! No dia seguinte, pela manhã, fazia 4 graus.

        Nessa noite, imposta a Lei do Silêncio, Angélica e eu ainda conversamos um pouco através de mímica e abafamos as risadas sob as pilhas de edredons. Detalhe: a Pousada não tem calefação!

        No dia seguinte, logo que saímos para a estrada com o guia, demos de cara com um bando IMENSO de papagaios-charão. E dessa vez eles estavam descendo sobre as araucárias! Aos montes, centenas, numa barulheira infernal. Um espetáculo inesquecível! É claro que paramos os carros e levamos horas alí, apreciando, fazendo fotos, filmando, usando os binóculos, completamente embevecidos! Até que o bando resolveu levantar vôo e procurar novas locais de alimentação.

       
    Pedreiro - Cinclodes Pabsti
    Ainda passarinhamos um bom tempo, sempre de olho no relógio, para não perdermos a hora do almoço. Chegamos a Urupema antes de 1 hora e...restaurantes fechados!!! Lá não se abre restaurante aos domingos!!! E dessa vez não havia ninguém por trás do vidro para nos socorrer. Rodamos toda a cidade procurando uma lanchonete, uma padaria, um boteco, qualquer lugar onde pudéssemos comer alguma coisa. Nada! Resolvemos tentar um posto de gasolina, que também não tinha combustível para humanos. Só para carros! Mas, lá nos deram uma informação preciosa: a 12 Km dalí, por uma estradinha de terra, chegaríamos a um lugar chamado Boçoroca. E lá estava acontecendo uma festa de igreja com um churrasco. Pronto! Salva a pátria, partimos para Boçoroca. Lá chegando, começamos a reparar que os participantes da festa estavam super bem vestidos, as mulheres penteadas e maquiadas e de salto alto! Os homens de bombachas e botas longas. E nós, mais ou menos desgrenhados, com roupas de passarinhagem, calças cheias de carrapicho e tênis e botas sujos de lama. Situação constrangedora, mas a fome falou mais alto. Resolvemos fazer “cara de paisagem” e tocar em frente!  O pessoal da festa já havia almoçado e estava ouvindo música sertaneja e jogando bingo no salão. Mais uma vez, nossa cara de fome despertou piedade: uma senhora nos levou até o churrasqueiro que nos apresentou os dois últimos espetos que ainda estavam sobre as brasas, num “fogo de chão” (espécie de trincheira, aberta no chão, cheia de brasas, e sobre a qual se atravessam os espetos, que lá são ripas finas, de madeira). Ficamos sabendo que aquilo era “frescal na vara”. E que frescal é uma carne que é preparada com antecedência, cortada em mantas, envolta em sal grosso e deixada inclinada, escorrendo por 24 horas, para desidratar. Tudo bem, mataríamos a nossa fome com o “frescal na vara”! Escolhemos o menos esturricado dos dois, (já estavam no fogo há muito tempo) e
    O graxaim
    perguntamos se tinha algo para acompanhar. Trouxeram-nos um saco de pão, facas afiadas para fatiarmos a peça de carne e refrigerantes. Tudo isso por quarenta reais.  Como o salão estava ocupado com o bingo, nos acomodaram numa mesa na cozinha Nós seis nos fartamos com deliciosos sanduiches de frescal na vara e o Alessandro ainda fez uma “quentinha” com o que sobrou para tentar atrair o graxaim (uma espécie de raposinha) que aparece de vez em quando na Pousada e que ele queria muito fotografar.
    
        À noite, Alessandro, Angélica e Isabel resolveram ir à missa. Andiara e eu ficamos na Pousada e tivemos uma belíssima surpresa: o graxaim apareceu e, mesmo ressabiado e de longe, deixou que fizéssemos ótimas fotos.

        No dia seguinte, bem cedo, já com saudades, despedimo-nos da Pousada e seus simpáticos donos. Pegamos a estrada de volta, progamando conhecer mais uma cidade da região: Urubici. Esta, uma cidade maior, com boa infraestrutura para receber turistas, principalmente no inverno, quando cai a neve. (Em Urupema também cai, mas o turismo lá é menos explorado). Em Urubici fomos conhecer o famoso Morro da Igreja, donde se tem uma vista deslumbrante e se vê a Pedra Furada, uma formação rochosa diferente e muito linda. Foram milhares de fotos no local e, Angélica, ainda não satisfeita, pediu a um senhor que também turistava por lá, para fazer uma foto do grupo com o celular. Após várias tentativas  frustradas, ele devolveu o celular e se ofereceu para   fotografar com a câmera mesmo. Mas o episódio nos rendeu boas gargalhadas! Já no carro, Angélica resolveu examinar o celular e lá estavam várias fotos do turista, com uma cara engraçadíssima. Sem querer, ele havia feito vários selfies!!!
      
    
    Com saudades, deixamos este lugar
    Almoçamos em Urubici, mais uma vez encantados com a comida e, principalmente, com o preço dela. Era um restaurante de comida a quilo. Eu estava com bastante fome e comi MUITO bem. Paguei doze reais! E a sobremesa, três tipos a escolher, era cortesia da casa!

        E aí, estrada de novo e de olho no relógio. Tínhamos hora para devolver o carro. Chegamos com meia hora de atraso, mas dentro do prazo de tolerância.

        Depois disso, aeroporto, atrasos irritantes, mas, tudo bem. Chegamos ao Rio numa noite de céu muito limpo, e eu, na janelinha, me encantando com a maravilhosa vista da chegada!

       E assim foi! E mais será quando, com certeza, partirmos para novas aventuras!

    Você poderá gostar de ler também sobre Birdwatching no Equador.
      

    sexta-feira, 22 de maio de 2015

    Quarta e Quinta praia em Morro de São Paulo

    Patachocas Eco Resort
    Nesta matéria vamos nos ater a essas duas praias de Morro de São Paulo, pois foi por aqui que passamos a maior parte de nossa estadia de uma semana na ilha. Se existem estas duas praias, você pode imaginar que exista também a Primeira, a Segunda e a Terceira praia. Onde estivemos muito rápido apenas para uma olhada, uma refeição ou um breve passeio. Fomos seduzidos pela Quarta e pela Quinta praia de Morro, e ali queríamos ficar até o fim...

    Ao chegarmos a Morro de São Paulo fomos até a praça de transportes para pegar o ônibus que nos levaria ao Patachocas Eco Resort, nosso destino. Com uma viagem de aproximadamente vinte e cinco minutos, por ruas arenosas, chegamos ao hotel. Um lugar muito tranquilo, repleto de coqueiros e barulho da natureza: o piar de pássaros, as marolas arrebentando na areia e o farfalhar de folhas ao vento. Nada mais. O paraíso!
    Quarta praia: tranquilidade

    No dia seguinte saímos a explorar a praia e seus encantos. Morro de São Paulo tem um fenômeno marcante nas cheias e secas da maré. Os arrecifes que protegem as praias servem de barreira para a formação de piscinas naturais, com águas mornas na alta da maré que acontece diariamente, duas vezes. Com isso, a vida marinha – dos bichos e da gente – se torna muito mais animada. Pela manhã com a maré baixa dá para andar quilômetros mar adentro – que de mar não tem nada, apenas a imensidão da praia, de areias úmidas.  A gente anda até lá na beirinha de onde as ondas quebram. E lá perto ficam poços, aprisionando os peixinhos coloridos que não conseguiram ou não quiseram sair para os perigos do mar aberto. Devem preferir ficar no aquém-arrecife, nas águas mansas e quentes que restam nas cavidades fundas perfuradas na areia. E na hora que a maré começa a subir, volta aquela imensidão de água, obrigando os banhistas a voltarem para a praia. E isso tudo pode ser vivido com plenitude na quarta praia, bem em frente ao hotel.
    Manguezal divide as praias

    A divisa que transpõe a Quarta para a Quinta Praia é um manguezal rico em fauna e flora. Sua vegetação finca raízes em plena areia salgada. Os caranguejos circulam protegidos pelas gigantescas raízes aparentes, competindo com uma gama de seres marinhos, como peixinhos minúsculos, caramujos com patas e aves esporádicas em busca de petiscos.

    Para o turista proveniente da cidade essas mutações de marés, a rica vegetação com seus animais e a beleza extrema e selvagem do lugar é um espanto. Aliada a paisagem local, estão os barcos, as charretes (o meio de transporte mais utilizado na ilha), as bicicletas, os caiaques, e uma série de outros aparatos que 
    convivem com a tranquilidade e o vagaroso tempo de Morro.


    Dica gastronômica:

    • A comida servida no Patachocas Eco Resort é fantástica. Basicamente regional baiana e frutos do mar. Preparada com cuidados do chef é um verdadeiro delírio para o paladar.

    • Na Quinta praia há ainda uma barraca a beira mar chamada Carapitangui que serve uma comida caiçara bem gostosinha: lagostas, caranguejos, peixes e acompanhamentos. Tudo fresquinho, pescado por ali mesmo. Aqui preste atenção ao horário do movimento das marés para acessar a Quinta Praia indo pela beira mar, pois há um pequeno rio que se torna intransponível  na cheia da maré. Anotem o telefone: (75) 8346-8428, pois o dono do lugar dispõe de charretes para buscar o cliente.
    Barraca na Quinta praia
      • E o restaurante da Marilyn, na Primeira praia, também é uma boa dica para degustar uma boa lagosta, com um pouco de agito!

    Leia mais sobre Morro de São Paulo clicando aqui.

    Leia sobre todos os destinos na Bahia consultando o índice para o estado.

    quarta-feira, 20 de maio de 2015

    Pinacoteca do Estado de São Paulo

    Mais um feriado em São Paulo, capital


    Não importa a quantidade de feriados que você vá para São Paulo, pois a programação não se esgotará nunca.

    Prédio imponente
    Desta vez, além dos lugares comuns que gostamos de frequentar como o Mercado Municipal, o Parque do Ibirapuera, o Bairro da Liberdade, com sua gastronomia oriental, e a Av. Paulista, com suas livrarias, seus shoppings e suas atrações inusitadas, colocamos na agenda a visita a Pinacoteca do Estado de São Paulo, um museu de artes visuais, localizado ao lado da estação da Luz.

    A Pinacoteca fica instalada em um bonito prédio de tijolos vermelhos, que foi o antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios e data do final do século XIX.  O seu acervo permanente, exposto no segundo andar, é basicamente formado por obras de artistas contemporâneos, que viveram na cidade de São Paulo, com ênfase na arte do século XIX até os dias de hoje. Obras de nomes importantes como Tarsila do Amaral, Almeida Júnior, Antonio Parreiras e muitos outros, enfeitam as paredes do museu, para a alegria dos visitantes.
    Tranquilidade no interior

    O primeiro andar recebe ainda exposições temporárias e também abriga a lojinha do museu que merece uma visita, com seus diversos livros de arte e outros souvenires. No térreo há uma cafeteria. As salas são todas muito amplas, bem conservadas e o interior do museu emana uma grande tranquilidade, rara de se encontrar em uma capital como São Paulo.

    Está localizado na Praça da Luz, por isso, fácil chegar de metrô, na estação de mesmo nome. Para mais informações sobre o museu, clique aqui

    Aproveite e estenda sua visita até o Museu da Língua Portuguesa, que fica em frente à Pinacoteca.

    segunda-feira, 11 de maio de 2015

    A casa do Rio Vermelho, Salvador, BA

    Entrando na intimidade de Jorge Amado e Zélia Gattai

    Já tínhamos visitado um pouco de Salvador, em outras viagens. Mas um dos principais motivos para decidirmos passar uns dias extras na cidade, em nosso retorno de Morro de São Paulo, foi a abertura ao público da casa onde viveram os escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, acrescido a vontade de comer um verdadeiro acarajé.

    Com trabalho executado pelo designer Gringo Cardia, a casa ganhou ares de museu multimídia, que permite a interatividade do seu público. Não podíamos perder esta oportunidade maravilhosa de conhecer um pouco da intimidade do casal.
    Em diversos espaços pudemos assistir reproduções de vídeos e fotografias, que contavam um pouco dos 40 anos de vivência romântica e dos visitantes ilustres aos escritores.
    A cozinha interativa da Dadá

    Parece que está tudo como original com os móveis, coleções, livros e até a máquina de escrever do Jorge Amado, que repousa sobre a mesa da sala de estar.

    A cozinha interativa tem uma exposição de pratos que faziam o deleite de Jorge Amado e seus hóspedes. A cozinheira Dadá aparece em vídeo explicando as receitas aos visitantes, que podem inscrever seu e-mail para recebê-las por escrito.

    O quarto do casal e o quarto de hóspedes levam o visitante a imaginar-se também um hóspede daquela casa. Uma emoção para quem já leu o livro A Casa do Rio Vermelho, de Zélia Gattai.
    O quarto do casal
     Toda a arquitetura da casa é simples, aconchegante e enfeitada com muitos azulejos  de Carybé, artista plástico argentino e amigo íntimo do casal. Na lojinha encontramos um lindo azulejo, reprodução do que está afixado na entrada da casa que diz: “Se for de paz, pode entrar”. Compramos um e afixamos na entrada da nossa casa.

    Os jardins da casa também merecem atenção, com diversos espaços para o descanso e a contemplação. O lago dos sapos, citado em livros da Zélia Gattai, comprova o gosto de Jorge pelos bichos.

    Se você aprecia literatura, com certeza vai se deleitar com esta visita. Se ainda não leu os livros do casal, vai começar a interessar-se por esta leitura.
    Onde fica: localizada no antigo e agradável bairro do Rio Vermelho, na Rua Alagoinhas, nº33.
    Horário: abre de terça a Domingo, das 10h às 17h

    Solar do Unhão - também vale uma visita

    Café do Solar: gastronomia com requinte
    Um conjunto arquitetônico datado do século XVI, o Solar do Unhão abriga hoje o Museu de Arte Moderna da Bahia.  Seu acervo é composto de arte contemporânea, com aproximadamente mil obras de nomes ilustres como Cândido Portinari, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, José Pancetti e Carybé.
    O complexo sedia também exposições temporárias (quando fomos o MAM estava em obras) e pudemos visitar no solar uma exposição de Pierre Verger. Além disso, a Capela de Nossa Senhora da Conceição faz parte do conjunto arquitetônico, assim como um cais privativo, aqueduto, alambique com tanques e a senzala, ocupada pelo delicioso restaurante o Café do Solar, que serve diversas iguarias, além de café.
    Na área o visitante encontrará o chamado Parque da Esculturas, com obras de autoria de Bel Borba, Carybé, Mestre Didi, Sante Scaldaferri, entre outros ilustres.

    Onde fica: Salvador


    Leia mais sobre a Bahia clicando aqui.

    domingo, 10 de maio de 2015

    Que tal curtir um frio em Campos do Jordão?

    No feriado do trabalhador, no  último primeiro de maio, nossa correspondente Vitória Paiva esteve em Campos do Jordão em um "bate e volta". Amante da cidade, Vitória já esteve por lá muitas vezes. Por isso se animou a escrever dicas para o Viajando com Puny. Leia abaixo as opiniões dela: 

    Campos do Jordão, SP

     Por: Vitória Paiva
    Passeio em família
    Você sabia que no Brasil temos uma “Suíça”? Campos do Jordão, chamada de Suíça Brasileira, fica na Serra da Mantiqueira, no interior de São Paulo.  O frio e o comércio são os grandes atrativos, mas Campos do Jordão é uma cidade em que as visitas podem ocorrer durante o ano todo. Se você mora em São Paulo ou Rio de Janeiro é um programa legal até para os fins de semana. E quem mora nas cidades do Sul Fluminense, um “bate e volta” pode ser uma boa opção. Porém, prepare seu bolso!
    Apesar do clima acolhedor e relaxante, viajar
    para Campos do Jordão depende de algumas economias. Os restaurantes do Vale do Capivari, centro da cidade, são bem caros. Mas há opções também de restaurantes a quilo, que servem comida por R$36,90, R$41,90 (preços checados em maio de 2015)... Por isso, existe a possibilidade de passar um dia na cidade não gastando muito e aproveitando bem.

    Gastronomia

    Se você for amante de pinhão, aproveite para comprar, ao sair da cidade. Os moradores geralmente vendem na beira de estrada. Já aos amantes de cerveja, a cidade é “hospedeira” da cerveja e bar Baden Baden.  Se quiser passar uma noite neste lugar, chegue cedo, bem cedo mesmo, pois a fila e espera é longa. Se não tiver escolha, existem N opções de bares, restaurantes com boa comida internacional, para passar a noite. 

    Bate e volta

    Arquitetura requintada
    Foi o que fiz no feriado do dia 1º de maio: saí de Resende (RJ) para passar o sábado, dia 2, na cidade com minha família. O clima estava muito agradável e não estava muuuito cheio. Fomos preparados para um grande frio, mas, felizmente ou não, não tivemos que encará-lo durante o dia. O foco, além da visita, foi comprar roupas de inverno.

    Campos do Jordão tem um excelente comércio de roupas de frio. Casacos, sobretudos, botas, couro e roupas térmicas são algumas das “especialidades” deste comércio. Vale a pena comprar essas roupas lá. Os preços são bons. Em agosto, geralmente, os lojistas fazem promoção e os itens ficam ainda mais baratos.

    Final de Semana

    Cidade sempre florida
    Em agosto do ano passado, fiquei um final de semana hospedada na pousada Savoy, na Vila Everest, a 1,5 km do Vale do Capivari. A pousada tem um clima muito aconchegante. No quarto tinha aquecedor na cama e no chão do banheiro, além do aquecedor portátil no quarto. O atendimento foi muito bom. Mas nada se igualou ao (fantástico) café da manhã servido. Tinha muitas opções, desde bolos até frutas. No site da pousada você pode checar fotos desta maravilha e confirmar o que estou escrevendo.
    À noite, saí para jantar e a parada foi um fondue. Infelizmente, não me recordo o nome do restaurante, mas foi bem ali no centro da cidade também. O fondue foi servido com muita variedade. Na entrada, um creme de queijo e para acompanhar, couve-flor, batata e cenoura cozidas. Depois, o fondue de carnes (linguiça, frango, file mignon, entre outros tipos de carne...). Maravilhoso por sinal! Para finalizar, fondue de chocolate com frutas. Pequei pelo excesso, mas não é todo dia que temos esta oportunidade, não é? Sai caro, mas passar um final de semana curtindo Campos do Jordão compensa muito.

    Pontos turísticos e atrações

    Vista do Morro do Elefante
    Não exploro muito os pontos turísticos da cidade. Sim, eu só vou a Campos do Jordão para compras de inverno e passeios pelo Vale Capivari. Mas para mim, o cenário da cidade já é um ponto turístico e não somente um cartão postal. A estrutura da cidade é linda. Realmente tem um clima europeu. A arquitetura é fantástica.

    Mas, se quiser,  você pode andar de bondinho e de teleférico. Fazer uma visita ao Morro do Elefante também vale por conta do visual. Lá de cima (você pode subir de carro ou de teleférico) você observa toda a cidade.

    Em julho, ocorre o tradicional Festival Internacional de Inverno, “o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina”. É a época de maior movimento e frio na cidade. Para saber mais sobre o Festival, clique em http://www.festivalcamposdojordao.org.br/. E para conhecer mais os pontos turísticos da cidade, pesquise em http://www.guiadecamposdojordao.com.br/campos-do-jordao-passeios/ .

    sábado, 9 de maio de 2015

    Conheça Morro de São Paulo, BA

    Aprecio muito o privilégio de ser a primeira leitora das encantadoras histórias das viagens de férias dos colaboradores do Viajando com Puny. A cada relato lido, acalento o sonho de um dia poder conhecer novas paragens. E baseada neste post, decidimos conhecer esta maravilhosa ilha. Realmente é tudo que a Ana Cristina Barbosa Pinheiro de Souza, quem nos dá o prazer de poder viajar um pouco com ela, conta no texto abaixo. Confira!


    Praias maravilhosas em Morro de São Paulo

    Por: Ana Cristina B. P. de Souza

    Táxi na chegada do catamarã

    “Já tinha ido à Salvador várias vezes e sempre me falavam de Morro de São Paulo, mas nunca me animava a ir, devido a viagem de Catamarã, da qual ouvia vários relatos de gente que passou mal por conta dos balanços do barco em alto mar.

    Ano passado me empolguei, tomei coragem e decidi conhecer esse maravilhoso lugar. Embarquei no sábado após a quarta-feira de cinzas, quando eles têm em Morro de São Paulo a famosa “Ressaca de Carnaval”.

    O percurso de duas horas entre Salvador e Morro é feito no Catamarã, que parece com a Barca Rio-Niterói, e é bastante confortável. A ida foi maravilhosa e aproveitei para curtir a vista e aquele mar azul fantástico bem lá na frente da embarcação. A viagem é emocionante! Longe da Salvador tudo que vemos é uma imensidão de água e nada mais em volta.

    Quando nos aproximamos da Ilha de Tinharé, já pudemos avistar o Forte, um lindo Farol e os coqueiros de Morro de São Paulo.
    Praça na entrada da cidade

    O nome “Morro” não é por acaso. Quando desembarcamos na ilha já encontramos vários rapazes com “carrinhos de mão” ou “táxis”, como são conhecidos, para transportarem nossas malas morro acima. Esse transporte custa no mínimo R$10,00, dependendo do peso, e se quiser aproveitar e subir sendo carregado é R$1,00 por quilo, dizem os moços... rsrsrs. Uma curiosidade: o tráfego de automóveis é proibido na ilha. O deslocamento entre as praias é feito também pelos “táxis-charretes”.

    Quando chegamos ao topo ficamos deslumbrados com a vista maravilhosa das praias. Confesso que entre uma foto e outra me perguntava por que, durante esse tempo todo, ainda não tinha visitado aquele lugar.
    Vista das praias logo na chegada

    Morro de São Paulo é um dos destinos mais procurados na Bahia e é um verdadeiro paraíso. Possui apenas quatro praias exploradas, mantendo sua natureza intocada em alguns pontos. As praias são conhecidas por números, sendo assim, na Primeira Praia e na Segunda Praia, o burburinho rola solto, com bares, restaurantes que servem de comida caseira à comida Japonesa. Além de receber turistas de toda parte do mundo, que procuram aventura e badalação. Na Terceira e na Quarta Praia encontramos um clima mais tranquilo, cercado de recifes com piscinas naturais de águas transparentes e mornas, perfeitas para boas caminhadas e a prática do mergulho.

    A hospedagem não é tão barata, mas consegui a Pousada Tapirandú, na Segunda Praia, onde fiquei instalada com conforto, bom café da manhã e no melhor local de restaurantes, lojinhas e baladas. Além disso, o portão da pousada sai na areia da praia com aquele visual sensacional do mar.
    Lagosta do Marylin

    Quem quer luxo deve se hospedar no Patachocas Eco Resort, onde passei somente um dia curtindo piscina e um delicioso almoço com bobó de camarão e fiquei me sentindo “a cara da riqueza”!

    Comparei Morro com a nossa Maringá (RJ/MG), só que com praia. O lugar é rústico, mas charmoso, com gente bonita, muitos gringos, dentre eles argentinos e israelenses.

    Os restaurantes são maravilhosos, com culinária diversificada, mas destaco uma deliciosa lagosta que saboreei no Restaurante Marylin.

    A vida noturna é animadíssima com música ao vivo em vários bares, restaurantes e boates e ainda tem a Toca do Morcego de onde se pode ver o por do sol e ficar para um happy hour com Dj e muita dança.
    Barraca de Caipifruta

    Interessante, também, é ver na orla a variedade de barracas de Caipifruta montadas todas as noites, de forma criativa e colorida com a diversidade de frutas atraindo a atenção de todos.

    Enfrentei a volta (sem passar mal) no mesmo Catamarã, mas o retorno não foi tão agradável, pois o barco balança demais indo contra a maré e muitos passageiros tem indisposição durante a viagem (não era lenda!).

    Recomendo para quem tem medo do agito do mar ou passa mal com maresia, que opte por chegar a Morro de São Paulo de avião (com saída da capital baiana), ou então, vá de carro ou ônibus até Valença (BA) e dali siga em um barco ou uma lancha até a ilha.

    O que posso garantir é que qualquer sacrifício será recompensado pelas belezas naturais e a energia contagiante que Morro oferece.”

    quinta-feira, 7 de maio de 2015

    Em Salvador, o melhor acarajé do mundo

    Acarajé da Cira

    Planejar cada viagem, em seus mínimos detalhes, antecede os prazeres da realização do passeio.  E permite que o viajante não perca tempo e oportunidades, quando chega ao seu destino.

    Ao pesquisar novos pontos para visitar em Salvador, fixei-me na comida. Para ser precisa, queria comer o melhor acarajé da cidade. Pois imagino que o melhor acarajé em Salvador, seja o melhor acarajé do mundo.

    As minuciosas pesquisas (santa Internet!!) me levaram ao tabuleiro mais famoso da Bahia, que é o da baiana Cira, em Itapuã. Lendo um pouco mais, descobri que o sucesso da barraca da Cira foi tão grande que ela expandiu seus negócios abrindo mais duas filiais: uma em Lauro Freitas, comandada por sua neta, e uma barraca em Rio Vermelho, perto do nosso hotel, gerenciada por sua filha.

    Partimos para lá ávidos para saber “o quê que a baiana tem”. E provamos o acarajé mais saboroso do mundo, de comer de joelhos. Descobrimos ainda outras guloseimas: o abará, que é feito da massa cozida do acarajé, e o bolinho de estudante, que é uma massa adocicada de tapioca, com leite de coco, frita e coberta com açúcar e canela. Um manjar dos deuses! Que delícia! Comprei um desses para comer mais tarde no hotel, com um cafezinho.

    A barraca da Cira, no Rio Vermelho, fica no Largo da Mariquita. Um espaço com outros bares ao redor. A praça tem mesinhas e cadeiras e você pode conseguir outras bebidas, como uma maravilhosa água de coco fresca ou uma cerveja gelada.

    Mesmo em dia de movimento vale a pena enfrentar a fila. Afinal, você vai provar o melhor acarajé do mundo!