quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Banheiros pelo Mundo II - Atualizada



Acho que todo mundo que gosta de viajar deve ter pelo menos uma história de banheiro para contar. Pois, à medida que mudam as culturas, mudam os costumes, hábitos, arquiteturas, enfim, o "modus vivendi" como um todo.

Hoje em dia já não me surpreendo tanto como no passado, quando as descargas automáticas com sensores ao levantar eram uma grande novidade por aqui. Depois fui descobrindo uma gama de surpresas relacionadas com os tantos banheiros visitados: descargas acionadas por pedais. Protetores para vaso em papel descartável. Protetores para vaso em plástico, que giram automaticamente sendo trocados a cada uso. Secadores de mão de toalhas de tecido enroladas em uma grande bobina. Papéis que saem automaticamente pelo sensor. Sabonetes e água idem. Secadores a vapor convencionais. Torneiras acionadas ao toque... Outros nem tão convencionais assim, exigem que você coloque as mãos entre os sopradores. Banheiros e banheiros visitados, cada qual com uma surpresa, fui me acostumando. Mas volta e meia deparamos com novas surpresas! 

Como na Argentina, banheiros sem vaso, apenas com buracos no chão para as necessidades. Ou em Amsterdam, no aeroporto da década de noventa, quando amarrado em cada vaso havia um vidrinho de desinfetante e toalhas de papel para a higienização do vaso. Anos depois encontramos o mesmo sistema, modernizado, em banheiro de Aeroporto de Munique.

Ou os tantos "toaletes" de Paris, quase todos no subsolo, exigindo que você desça escadarias. E muitas vezes são semimistos: no lavabo fica também o mictório e uma porta trancada (muitas são abertas a poder de moedas) onde fica o vaso, permitindo uso feminino para xixi e o número dois para ambos os sexos. Por isso, pode acontecer de um homem estar usando o mictório e uma mulher passar para acessar a porta que leva ao vaso sanitário. 

Outros banheiros são lindos. Como os banheiros do Palácio Quitandinha, que visitei há muitos anos, quando estava por Petrópolis, RJ. Fiquei tão maravilhada que tirei muitas fotos no interior dos mesmos. Ricos, em mármores caros e detalhes em dourado. Outro banheiro bonito fica em Embakment, bem perto do carrossel. É um banheiro boutique público, pago, que homenageia o jubileu da rainha Elizabeth. Todo decorado com fotos de membros da família real e detalhes com desenhos da bandeira da Inglaterra.

Em Paris fui visitar um banheiro que foi dica do livro A Parisiense, de Ines de la Fressange. Este fica na entrada do Jardim de Tulleries. De costas para o Obelisco, logo a direita do portão de entrada, descendo as escadas. É um banheiro público antiquíssimo e muito gracioso. O acesso é pago, para homens e mulheres. É tudo limpo e bem decorado.

Também em Paris, na Champs Elysées, tive que pagar por um banheiro boutique (isso virou moda na Europa). Muito bonitinho, mas caro! Três euros. Paris é uma lástima em termos de ofertas de banheiros públicos gratuitos. Por isso, prepare o bolso para se aliviar. 

Outro que destaco aqui é o banheiro feminino do Píer de Brighton, na Inglaterra. Um primor: antiguinho, limpo e em estilo Vitoriano. E grátis! O melhor de tudo!

Já os banheiros públicos suíços são democráticos. Você escolhe pagar para utilizá-los, ou não... Logo descobrimos que se você puder pagar, encontrará um ambiente melhor!

Se você tiver uma boa história de banheiro visitado em suas andanças, compartilhe conosco. Com certeza os leitores gostarão de conhecer a sua história!


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