Museu do amanhã: um orgulho brasileiro


Texto e Fotos: Vitória Paiva

É um engano pensar que temos que ir longe e pagar caro para visitar museus. Temos no Brasil um novo padrão de museu, que pode ser exemplo para outros países, a preço popular (o ingresso inteiro custa R$10,00) e entrada gratuita (às terças-feiras). Uma tarde reservada para este passeio é necessária. O porquê do “orgulho brasileiro” é justificado ao longo do texto.

Inaugurado em 19 de dezembro de 2015, o Museu do Amanhã já foi pauta nos mais diversos meios de comunicação e blogs. Chegou a hora do Viajando com Puny contar detalhes sobre este museu que dá show em arquitetura, sustentabilidade e tecnologia, além de passar consciência sobre o nosso futuro.
Museu do Amanhã: arquitetura moderna e futurista

Toda a construção do museu foi feita pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Um protótipo de se admirar de longe (quem passa pela ponte Rio-Niterói logo vê o museu) e de perto (já que está localizado no Pier Mauá, centro e zona portuária do Rio de Janeiro). Conhecido também por suas filas, o museu tem atraído turistas de toda parte do mundo. Por isso já vai uma dica: compre o ingresso pela internet*. Esse pode ser comprado com a marcação de data e horário da visita (ufa!). Há opção de comprar na hora, mas a fila é de desanimar – principalmente aos finais de semana e feriados – e os ingressos podem se esgotar.

Um pouco sobre o museu


Globo 
Entrando no museu logo se vê o famoso globo, que chama a atenção de todos para fotos e gira, mostrando todos os continentes. Subindo para o segundo piso, há a exposição principal que mostra uma viagem à galáxia. Essa área é conhecida como Cosmos. Fila grande nessa atração, o que desmotivou a visita. Por outro lado o museu apresenta uma gama de informações, dividas em cinco áreas: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós. Não dá para falar de todas – e estragar o prazer da visita – mas comentamos aqui o que chamou mais a atenção.

O Antropoceno (período mais recente da história) é um verdadeiro choque de realidade. São exibidos vídeos sobre como os seres humanos mudaram o planeta, a quantidade de carne e água consumidas diariamente, entre outros. Também mostra um estudo que diz que em 2060 haverá 10 bilhões de pessoas no mundo. É de arrepiar.

Antropoceno 
Ao longo dos 15 mil m² de área o museu exibe, em paredes ou telões, mensagens de conscientização sobre o amanhã, mostra informações sobre água, desmatamento, florestas, etc. Não somente pessoas ligadas ao meio ambiente são atraídas pela visita. Há crianças, jovens, adultos, idosos, professores, empresários, comerciantes... Enfim, todos os públicos devem visitar o museu e refletir sobre o nosso amanhã. Ao final da visita, uma ampla janela para mostrar o hoje, a parte ‘Nós’ do museu: a vista sobre a Baía de Guanabara.

No museu há, também, uma loja de lembrancinhas e um café, além te ter atividades interativas para os visitantes. Se você tiver oportunidade, visite esse museu. Vale muito a pena!
Atrações no interior do museu 

Exposição


Quando você pensa que acabou, na hora de ir embora, uma exposição temporária sobre Santos Dumont, o poeta voador, surpreende o público. É aí que você entende a presença do 14 bis exposto à frente do museu. A exposição é completa: há vídeos sobre a vida de Dumont, um mini-cinema mostrando um documentário, protótipos de aviões feitos por ele e dá até para “voar” num simulador de avião. Há também um espaço para fazer aviões de papel e jogá-los sob uma pista. Atrativo para as crianças. Em cartaz até o dia 30/10/2016.

Sustentabilidade


A arquitetura sustentável é um ponto forte do inovador Museu do Amanhã. A água da Baía da Guanabara, que rodeia o museu, abastece os espelhos de água em volta. Essa água é utilizada também no sistema de refrigeração. Depois de reaproveitada, a água é devolvida – mais limpa – ao mar.
A água da chuva também é captada para molhar os jardins e ser utilizada nas descargas e lavagens de pisos. Outra forma de sustentabilidade é o uso de energia solar – a cobertura do museu se movimenta durante o dia acompanhando o sol. Um exemplo admirável de sustentabilidade e preocupação com o meio ambiente.
Arquitetura Sustentável

Serviço


Valores (checados em maio de 2016): R$10,00 (inteira), R$5,00 (meia), ingresso gratuito para servidores públicos, professores e vizinhos do museu.
Funcionamento: Terça a domingo
Endereço: Praça Mauá, 1, Centro – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 3812-1800


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Campos do Jordão, a cidade mais alta do Brasil

O que fazer em Mambucaba - passamos o Ano Novo por lá!

Visitando Quebec, Canadá