segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Èze Village - bate e volta desde Nice

Èze, cidade localizada entre Nice e o Principado de Mônaco, tem raízes milenares, datando desde aproximadamente 2.000 anos antes de Cristo. Dizem que a presença da cruz Egípcia no interior da Igreja Notre Dame de L’assomption (1764) é um indício de um templo erguido em homenagem a Deusa Isis, pelos antigos Fenícios.

O objetivo da última viagem à região, onde desembarcamos de um navio, era visitar Vieux Èze na ida, em um bate e volta de Nice para o Principadode Mônaco. E na volta parar em Èze-Sur-Mer. Estes dois lugares fazem parte da Riviera Francesa e compõem o município de Èze. Èze-Sur-Mer, fica deliciosamente ao nível 0, com o mar azul lambendo suas encostas douradas. E Èze Village, motivo desta matéria, é uma notável cidade medieval localizada bem no topo de uma montanha, a 430 metros acima do nível do mar.
Se você quiser saber sobre como chegar a Èze Village, vá direto ao fim desta matéria.
Vista do Mediterrâneo 
Mas se você quiser se deliciar com esta cidade de clima de montanhas e vista deslumbrante sobre o mar desde agora, prossiga a leitura!
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A entrada da Cidade Medieval fica um pouco acima do Centro de Informações Turísticas. Aqui vale a pena fazer uma parada para pegar um mapa e informações para aquisição de ingresso para o Jardin Exotique. A partir de então se prepare para fazer uma caminhada íngreme através de ruelas de pedra para chegar até o topo, onde fica o Jardim Exotique.

Ao Jardin Exotique chegamos cedo demais (entenda o porquê em Como Chegar - Imprevistos Acontecem). Não conseguimos entrar, pois o jardim estava fechado. Deu para olhar de fora e ver um pouco da vegetação, formada em sua maioria por cactus e suculentas. Mas valeu a pena ir até lá, pois Èze transpira charme por todos os cantos por onde se passa.

A Vieux Èze, como chamam a cidade medieval, é repleta de lojinhas de suvenires, galerias de arte, pequenos restaurantes e lanchonetes. Seu monumento importante é a Notre Dame de L’assomption, datada de 1764. Simples por fora, com interior charmoso. Mas o que encanta de verdade é a aura milenar que a cidade transpira.


Por cada casa, loja, escadas, túneis, Èze esconde flores, detalhes e enfeites. Andar entre seus muitos prédios em pedra, construídos em pequenas ruelas medievais, sempre revela uma surpresa: hora levam a esconderijos charmosos e outras vezes descortinam paisagens deslumbrantes, com o dourado típico da Riviera banhando o Mar Mediterrâneo.


Imprevistos acontecem:


Muitas pesquisas foram feitas para a realização de um bate e volta para Mônaco ocorrer com sucesso. E de todas as informações colhidas, decidimos na ida sair da Praça Garibaldi, em Nice – pegando o ônibus 82 ou o 112, com destino a Montecarlo - e descer em frente ao Centro de Informações Turísticas de Èze Village (Moyenne Corniche). Após visitar Èze Village, pegaríamos o mesmo ônibus em direção a Montecarlo, onde pararíamos para conhecer o principado.

Na volta a intenção era ir a Gare de Mônaco – Montecarlo e pegar um trem da Express Regionáux com destino a Gare de Nice (não pegar trem da EC, pois este não para nas praias) e fazer mais uma parada em Èze-Sur-Mer, uma das praias da Basse Corniche (Cap-d’ail, Èze-Sur-Mer, Beaulieau e Villefranche). E dali, prosseguiríamos para a Gare de Nice, onde desembarcaríamos para ir a pé até a Promenade dês Anglaises.

Mas, desembarcando em Nice-Villefranche nos deparamos com uma greve de transportes. Sorte que nossa equipe tem hábito de desembarcar muito cedo, para aproveitar ao máximo o tempo. Encontramos um porto semi-deserto e tivemos a sorte de encontrar logo um táxi que nos levou até Èze Village. E dali outro táxi até Montecarlo. Para isso tivemos que desembolsar mais do que o programado para esta etapa da viagem. Na volta, o trem estava retornando o funcionamento, mas de modo ainda precário. Somente o trem da EC estava funcionando. Por isso, não conseguimos parar em Èze-Sur-Mer, como programado. Tivemos que seguir direto para a Gare de Nice. Mas do trem pudemos apreciar a paisagem da bonita costa da Riviera Francesa.

Foi tudo mais difícil, pois tivemos que reprogramar a viagem. Por isso é importante estar sempre preparado para os imprevistos. Eles podem acontecer e nessas horas o melhor é relaxar, aceitar as mudanças impostas, para continuar curtindo sua viagem.

Dica preciosa: viajando pela Europa procure sempre ter moedas no bolso. Isso sempre facilitará para pegar trens ou metrôs. Nesta viagem, por exemplo, nas estações de trem, devido à greve, os guichês de bilhetes estavam fechados e precisamos comprar bilhetes nas máquinas automáticas, que só aceitavam moedas. 

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