quinta-feira, 1 de agosto de 2019

De volta a Copenhagen, Dinamarca


Estávamos finalmente atracados no porto da bonita Copenhagen, Dinamarca. 

Clique aqui para ler roteiro de três dias nesta cidade encantadora. 


Tomamos café da manhã no navio, rodeados pelos cata-ventos de geração de energia elétrica. Nosso último café no navio Serenade of the Seas, que foi nossa casa por 16 noites.

Você sabia que trinta por cento da energia elétrica da Dinamarca provém de fonte eólica? Este país encanta pelo cuidado que tem com sua gente, sua terra e o planeta. 

Ao desembarcar cedemos a tentação do conforto. Compramos um bilhete de Hop-on-hop-off (um daqueles ônibus coloridos, com terraço, onde turistas passeiam felizes, alheios aos compromissos de estudar mapas, tarifas e meios de transporte) para chegar até a estação de trem Centraal de Copenhagen. Nosso ingresso daria direito a rodar à toa por uma cidade que já conhecíamos, subindo e descendo nos pontos interessantes. Pegando barcos e turistando pelos canais.
Malas no cofre da estação





Mas nem tudo é fácil e encantador como parece: nossa acomodação, um desses aluguéis de casa, tipo Airbnb, ficava longe. Bem longe da estação Centraal. Meia hora de trem, cinco minutos de ônibus, mais uma pequena caminhada até uma casinha quente, que chamaríamos de nossa, por três noites. Tempo suficiente para percorrer a cidade e relembrar lugares e comidas. 

Como chegamos cedo em Copenhagen, utilizamos o cofre (fica no subsolo) na estação de trem para guardar nossas malas (duas pequenas) até perto das 16h, horário que do check-in no Airbnb. 

Para chegar lá, além do não tão útil bilhete de Hop-on-hop-off, adquirimos um passe de três dias (72 horas - 200 DKK) para andar de trem, metrô, ônibus, barcos, que permitia que fôssemos a qualquer canto da cidade (Greater Copenhagen). Inclusive Husum Station, perto de Rodovre, bairro da nossa casinha.

Nosso percurso da estação central até a casa: 30 minutos de trem, 3 minutos de ônibus e uma pequena caminhada. 
Lá fora 0 grau
Os dias começavam a 0 grau. Não dá para sair cedo, quando a neblina e o frio te abraçam. Criamos uma rotina de sair de casa lá pelo meio-dia, quando o sol já estava a pino, elevando um pouco a temperatura. Engraçado que os gringos dos países frios tentam repetir esta rotina nos trópicos. Se bronzeiam no maléfico sol do meio dia, e ficam com um forte tom vermelho na pele. 


A vantagem de estar em uma casa após vinte dias viajando foi que pudemos lavar roupa. Como não tinha secadora na casinha alugada pelo Hans e Suzzane, armamos o secador no meio da sala. As coisas secavam em um tempo razoável. A calefação da casa foi uma forte aliada. 

Demos voltas pelo bairro, conhecendo o mercadinho local. Algumas casas com jardins floridos estonteantes e preparados para a primavera que começava muito fria na Dinamarca.

Após dias imersos nas delícias gastronômicas e fartura de alimentos que um navio proporciona, começamos a sentir na barriga o preço de ter que pagar por cada refeição em um país caro como a Dinamarca, principalmente para brasileiros. 

Se por um lado tínhamos uma cozinha disponível, por outro não dispúnhamos de café da manhã pronto como em hotel. 

No primeiro dia partimos para o mercado. Buscamos itens para o café da manhã e para o jantar. Compramos pães, frutas, queijos, sopas, vinho e outros petiscos. Tudo a conta, pois se tem coisa chata, é viajar levando comida! Em três dias seguiríamos para a Suécia de trem. Nosso ideal era ter a mala com aproximadamente nove quilos a transportar.

Comida na Dinamarca, assim como por toda a Escandinávia, como viríamos a constatar, está bem cara. Muito cara nos restaurantes. Até nos mercados, um pouco cara. Para Brasileiros.
Comida de rua - boa saída para comer bem
Até os simples e típicos Smorrebrods (sanduíches abertos com todo tipo de recheio) custaram caro para nós. Os cachorros quentes de barraquinha na rua foram uma saída. Preço médio 32 DKK e muito saborosos . Procuramos os  bolos de carne Hakkebof, que comemos da outra vez, sem sucesso. Fomos em uma feira de comida de rua localizada depois de Copenhagen Opera Hall,  e onde encontramos os melhores traillers de comida de rua estacionados. Ali comemos um prato de porco assado, com comida mexicana e outro de polenta com molho de cogumelos. 
Comidas com charme
Rodamos muito pela cidade revendo alguns pontos turísticos e conhecendo outros. Andamos de metrô, visitando um bairro aleatoriamente, onde paramos em um shopping com supermercado grande. Compramos uns flodeboller (as melhores Nhás Bentas são as dinamarquesas) na cidade de Copenhagen. Uma caixa com 30 minis que serviram de sobremesa até Oslo.

Pegamos o passeio turístico do barco do Hop-on-hop-of, passando por Nyhavn. Voltamos a pé no dia seguinte a Nyhavn. O bairro mais turístico de Copenhagen que dá vontade de visitar muitas vezes. No segundo dia fomos para almoçar. Mas desistimos, diante dos preços dos cardápios. Nos arredores da estação comeríamos por valores bem mais baixos. Por isso curtimos o entorno dos canais passeando, fotografando, apreciando seus restaurantes com suas mantas acolhedoras para os turistas se aquecerem nas varanda abertas para o canal. Mas não comemos nada por ali. Na verdade, nem estávamos com fome ainda.
Nyhavn: vale visitar sempre!

Pay Attention: Smorrebrod para viagem 59DKK. 
Para comer no lugar 69 DKK.

No quarto dia em Copenhagen, em mais uma manhã gelada, tomamos um bom café da manhã em nossa casinha de Airbnb, com os últimos morangos, queijo, pães, cereais, iogurte, suco e boa xícara de café da cápsula disponível por preço módico pelo Hans. 

Juntamos nossa bagagem ainda diminuta, acrescentamos na mochila a caixinha de flodeboller e começamos nossa viagem de uma caminhada, um ônibus e um trem até Centraal Station. 

Nosso trem partiria às 11h27min com destino a Gotemburgo, na Suécia. Mesmo chegando com muita antecedência à estação, nos distraímos com tanto que ver, tanta coisa diferente ao redor, que quase perdemos a hora de estar na plataforma de embarque do trem. 
Dlet: comida a quilo em Centraal Station
Descobrimos em Centraal um restaurante chamado Dlet, com comida tailandesa a quilo. A vantagem era a salada variada e itens semelhantes aos que estamos habituados no Brasil, como arroz, carnes incluindo grandes camarões, feijões, etc. Montamos dois pratos em embalagens para viagem. Transportamos em uma grande bolsa de papel, fornecida pelo restaurante. E no trem, lá pelo horário do almoço, degustamos em nossas mesinhas o que viria a ser a refeição mais completa em três dias de viagem. Pena que só provamos ao final. A sobremesa foi flodeboller, claro. 

Na Dinamarca:

  • Prove a cerveja local Carlsberg
  • Compre Flodeboller bem barato no supermercado - iguais as Nhás Bentas da Copenhagen, no Brasil
Flodeboller = Nhá Benta
  • Coma um Smorrebrod (sanduíche aberto). 
  • Outros típicos: Frikadeller (bolo de carne), Hakkebof (torta de carne), Frikadeller (almôndegas), Bolchers (balas coloridas), bacalhau, salmão, Kold Bord (buffet frio para almoço), Aebleskiver (tortinha doce frita), bolos com frutas e nozes, codfishball (bolinho de bacalhau), sopas, torta de maça, Fark Pottatissalad (salada de batata), panquecas, waffles, cookies...
  • Moeda local: Coroa Dinamarquesa = DKK

  • Visite o Tivoli Park e Nyhavn. Mas se não tiver tempo para o programa, vale ir na cafeteria do Tivoli, com uma varanda de onde você vê parte do parque. Foi o que fizemos desta vez, pois já estivemos no Tivoli.
Curiosidades:
  • No trem gostávamos de ir para o vagão do silêncio. Ali era proibido conversar, ouvir música, celular com som. Enfim, tudo aos cochichos! Muito apropriado e tranquilo.
Trem com zona de silêncio






4 comentários:

  1. Adore a descrição da viagem. Deu uma Boa noção do país e sugestões mt uteis

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pelo que eu soube, você adorou Copenhagen!!:) Obrigada, Marina!

      Excluir
  2. Gosteu mto Dri! Um dia ainda vou p copenhagen tb! Bjx

    ResponderExcluir
  3. Vale a pena! Uma cidade espetacular!! Bjs,

    ResponderExcluir

O que você achou desta matéria? Compartilhe aqui sua experiência com outros leitores!