quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Cruzeiros - Primeiras viagens de navio




A primeira viagem de navio da equipe do Viajando com Puny aconteceu em março de 2005, em um cruzeiro feito na Island Cruises, pela costa brasileira. O navio era o Island Escape e saiu do porto de Santos, em São Paulo, para percorrer em cinco noites uma rota que incluiu a maravilhosa praia de Búzios, no estado do Rio de Janeiro, Itajaí e Florianópolis, em Santa Catarina.

Búzios: vista linda!
Foi uma viagem romântica e abriu um novo leque para um estilo de aventura completamente nova para nós, que na estrada há mais de quinze anos na época, nunca tínhamos viajado em um navio de cruzeiro! Afinal, em um único meio, pudemos experimentar hospedagem, transporte, gastronomia e entretenimento. Sem ter que fazer e desfazer malas e com tempo suficiente para conhecer os destinos.

O sucesso foi tão grande que, em janeiro de 2006, repetimos a viagem. Desta vez, acompanhados da família e de amigos, em uma viagem super divertida. O navio foi o mesmo, o Island Escape. Mas o roteiro foi mais ousado: sete noites, também pela costa brasileira e saindo de Santos. Desta vez incluindo Florianópolis, Porto Belo e São Francisco do Sul.
Florianópolis: o navio ancorou na praia de Canasvieiras
Em Florianópolis, o navio sempre ancorou na praia de Canasvieiras. Quando digo ancorou é por que não há porto para o navio atracar. Neste caso, o navio utiliza um barco auxiliar para transportar os passageiros. Na maioria das vezes, o barco auxiliar é do próprio navio. Mas há casos em que o município que recebe os turistas provê um barco para buscar os passageiros no navio. Dizem que é questão ambiental ou de infraestrutura local. Recordo-me que isso já aconteceu em Ushuaia, na Argentina, Visby, na Suécia e Bar Harbour, nos EstadosUnidos.  
Questão ambiental: barco auxiliar em Bar Harbour
Porto Belo também não tem porto de atracação que comporte um navio.  As duas vezes que paramos por lá, o navio ancorou no mar e nos levou direto para uma pequena ilha. E disponibilizou o barco auxiliar para a travessia para o Pier de Porto Belo.  Outra vez, o mau tempo impediu o navio de ancorar, por isso fomos para a vizinha Itajaí, que tem porto de atracação.
Portobelo: navio ancorado
Búzios também utiliza o barco auxiliar. Os navios que chegam lá ficam ancorados, enfeitando a vista linda da praia. Chegar a Búzios de navio foi surpreendente. Acostumada há anos a caminhar pela Orla Bardot, ver Búzios desde o navio foi algo mágico e lindo!
Barco auxiliar onde os navios ancoram
São Francisco do Sul foi uma parada surpresa. A empresa de navegação estava estudando a possibilidade de incluir a cidade na rota dos navios de cruzeiro. Adoramos a parada, a cidade e as praias. De lá para cá, temos observado que os desembarques na cidade são esporádicos. Mas torcemos para que São Francisco entre na rota frequente dos cruzeiros que percorrem a costa brasileira.
São Francisco do Sul: surpresa boa
Mas não paramos nestas viagens.  Mais atrevidos, queríamos experimentar o prazer de uma rota internacional. E ainda na companhia Island, pegamos o navio Island Star que, em um roteiro de sete noites, nos levou para destinos como Buenos Aires, Punta Del Leste e Florianópolis. 
Punta del Leste: leões marinhos
Em Punta Del Leste atracamos no mar e desembarcamos na  marina da cidade, em um barco auxiliar. Foi uma surpresa encontrar leões marinhos tomando sol pelo píer.  Já retornamos lá de navio e encontramos os leões marinhos novamente. Para nós, o ponto alto da parada. Não tirando o mérito de Punta, que é uma cidade praiana muito agradável.
Island Star: viagem internacional
Em Buenos Aires o navio fica atracado no porto e de táxi chegamos rápido ao centro da cidade.
Barcos auxiliares sendo baixados
Navegar pelo Rio da Plata é muito legal. É difícil acreditar que se trata de um rio, já que durante a navegação, muitas vezes não se enxerga a outra margem.

A companhia Island Cruises tinha dois navios navegando na costa brasileira. Eram simples, mas muito animados. A tripulação era cativante. Comia-se bem em seus restaurantes. Mas durou pouco. A companhia de navegação Island Cruises acabou. Não existe mais. Minha irmã até viajou com eles alguns anos depois, em um lindo cruzeiro de ano novo, desses que param em Copacabana e assistem a queima de fogos. Ela contou que soube que o navio Island Star estava fazendo sua última viagem. E depois seria afundado!
Island Cruises: animação que se acabou
Na verdade isso nos empurrou a conhecer a Royal Caribbean. Uma companhia queridinha, que não trocamos fácil por outra. Até experimentamos um cruzeiro de sete noites para a costa do nordeste do Brasil, com a MSC, em 2010. O roteiro foi bem legal, em sete noites saindo de Salvador e parando em Maceió, Recife – com direito a Olinda, João Pessoa (no porto de Cabedelo) e Fortaleza. Viajamos no menor navio da frota, o MSC Melody.  Para nós, que na época já viajávamos com a Royal Caribbean, foi um pouco decepcionante. Não pelo tamanho do navio, mas pela qualidade do atendimento pela tripulação, da comida servida em seus restaurantes e o entretenimento oferecido. Mas essa foi a nossa opinião. Alguns amigos e familiares que nos acompanharam e faziam sua primeira viagem de navio, acharam o cruzeiro bem legal.  Depois soubemos que este navio teria saído da companhia em 2010.
Navigator of the Seas: primeira viagem com a Royal Caribbean
Hoje somamos quinze viagens de cruzeiro percorrendo alguns oceanos, mares e rios. Em viagens românticas ou junto com amigos e familiares!   Descobrimos que incluir uma viagem de cruzeiro em uma viagem pode ser muito divertido, descansado e econômico. 

Onze dessas viagens foram feitas com a Royal Caribbean, que infelizmente não navega mais pela costa brasileira. Podemos garantir que a fidelidade a esta companhia tem rendido muitas boas aventuras e alegrias. Mas isso, contaremos em outra matéria.
Splendour of the Seas, da Royal, navegou muitos anos na costa brasileira
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