terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Desembarque de navio em Nápoles, Itália

Viagem em Setembro/2017

Ao descobrir um roteiro de navegação com parada no Golfo de Nápoles, fiquei tentada a realizá-lo. Na época, a leitura de uma série da escritora italiana Elena Ferrante, relatada na cidade de Nápoles, motivou grande desejo de conhecê-la. 

Mas ao pesquisar com detalhes a região, me dei conta de que havia muito mais que ver na área dominada pelo Vesúvio: Pompeia, com suas ruínas e fragmentos cobertos pelas cinzas do vulcão, Sorrento, com suas encostas sobre praias estonteantes, Capri, que enche o imaginário de quem ama o belo... Enfim, tivemos que fazer escolhas.

Por isso, desembarcamos assim que o navio atracou, às sete horas da manhã de um dia ensolarado de setembro. O porto fica em uma região comercial e o metrô fica localizado bem ao lado. 

Dica: para não perder tempo vá prevenido (cartão, moedas), pois a estação não tem bilheteria. Você precisará comprar bilhete na máquina. 

Fomos direto para a Estação Central e pegamos o trem Circumvesuviano até a Cidade Histórica de Pompeia. Em seguida, pela mesma linha férrea, esticamos até Sorrento

Vomero: bairro descolado com boa gastronomia

No retorno à Nápoles, pouco depois do meio dia, passamos rápido por Tribunali, no centro da cidade. Mas não chegamos a visitar a Catedral Duomo, em estilo gótico do Século XIII e pouco apreciamos dos velhos prédios de Napoli.

Pegamos o metrô direto para o elegante bairro de Vomero (descemos na estação de Vanvitelli), tão citado em trechos nos livros da escritora. É sempre emocionante conferir descrições literárias com os próprios olhos!

O programa foi almoçar por lá em um bistrô bem descolado. O cardápio, obviamente, foi massa! Infelizmente perdi o nome. Mas se você for até a área, certamente encontrará ótimos restaurantes.

Funicular integrado ao metrô: amplo e veloz

Vomero, localizado na parte alta de Nápoles, contrasta com a cidade baixa, mais antiga. Oferece bonitas paisagens em alguns lugares, de onde se vê um pouco da cidade antiga e o mar. Bater perna por ali foi um programa agradável e na época observamos que, ao contrário do centro da cidade, Vomero não é tão visitado por turistas.

O mais legal da visita ao bairro foi o retorno até o porto em um dos funiculares da cidade, que é integrado ao sistema de metrô. Não é um pequeno e lento funicular, como os que já tínhamos experimentado em alguns lugares pelo mundo. É grande, cabendo muitos passageiros, e desce em uma velocidade incrível. Assim chegamos a Estação Funiculare Centrale, a uma curta caminhada do porto. 

Castel Nuovo: ao lado do porto

Passamos pelo Castel Nuovo (1279), que fica bem ao lado do porto, com direito a foto, mas sem entrar. Já cansados (o dia foi realmente longo), preferimos retornar ao navio, que zarparia às dezoito e trinta, sem passear pelo Lungomare (beira mar), que dizem garantir uma bela vista do Vesúvio

Chegamos ao convés do Freedom of the Seas a tempo de assistir ao pôr do sol dourado da região. Lá nos deparamos com uma das mais bonitas vistas da cidade, do mar e do Vulcão Vesúvio

Pôr do sol com o Vulcão Vesúvio ao fundo

Capri ficou para outra oportunidade. Há muito que explorar nesta bonita região. Assim poderemos sonhar em retornar a Nápoles e conhecer muito que faltou ver na cidade. 

Leia aqui todas matérias publicadas sobre o Golfo de Nápoles.

Leia aqui dicas sobre destinos visitados na Itália

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